Pintura
Eu, Mulher
Pintura
22 de June de 2026
A artista plástica moçambicana Rabia Namuquita, também conhecida como Nefer, inaugurou a 08 de Abril de 2026 a exposição individual de pintura “Eu, Mulher”, na Galeria da Fundação Fernando Leite Couto, onde propõe uma reflexão sobre a condição feminina, a identidade e a pluralidade das experiências das mulheres moçambicanas.
Natural de Maputo, Namuquita (2002) é formada em Arquitectura e Urbanismo pelo Instituto Superior de Ciências e Tecnologia de Maputo (ISCTEM) e iniciou o seu percurso formal nas artes plásticas em 2024. A artista assume a criação como espaço de expressão e posicionamento, trabalhando sobretudo com acrílico em diferentes superfícies, além de integrar materiais como tecidos, areia e plástico reciclado, que conferem textura e identidade às suas obras.
Sobre o seu percurso, Nefer testifica: “sempre gostei de pintar, desde pequena. Então, é como se eu estivesse a realizar um sonho de infância (…) acabei indo para a arquitectura, que, no momento, era a possibilidade que estava ali. Mas nunca fugi da pintura”.
A exposição “Eu, Mulher” nasce do desejo da artista em expressar e partilhar as suas experiências como “uma carta aberta, um convite para que as pessoas comecem a olhar para as mulheres na sua pluralidade”. As obras são um reflexo do quotidiano feminino, uma mistura de alegria, desafios e imposições sociais. Em várias obras as figuras surgem sem rosto, numa tentativa de universalizar essas experiências.
Entre as peças apresentadas, com uma paleta variando predominantemente entre o verde, o azul e o castanho, cores que evocam o campo, o mar e a terra, podemos encontrar obras como “Múltipla”, que invoca o simbolismo da capacidade das mulheres de assumirem várias responsabilidades em simultâneo; ou em “Vénus Maconde”, onde a artista revisita o imaginário clássico ocidental e questiona padrões de beleza. “É como se a mulher estivesse a renascer dona de si mesma”, refere, pois para si a intenção é de valorizar uma estética natural e culturalmente situada.
A obra “Avó Maria” convida-nos à primeira vista, à ideia de que a mulher deve ser celebrada em todas as fases da vida, conforme afirmou a artista. A exposição com 24 obras, apresenta referências a várias regiões do país, e mulheres de quase todas as idades e estratos sociais, como forma de promover a unidade nacional.
Na sessão de abertura, o apresentador, Eduardo Quive, falou do potencial da artista e o simbolismo presente nas suas obras, apontando que “há um caminho por onde ela vai, e estamos todos curiosos para saber qual será esse caminho”, E que a força do trabalho de Nefer reside na capacidade de envolver o público “O espectador fica tentado a entrar dentro da obra. Essa é a grande conquista.”
A mostra surge na sequência da exposição “Nós Somos a Arte” (2025), apresentada na Galeria 258, e consolida a presença da artista no panorama cultural moçambicano. Para Nefer, o objectivo da presente exposição vai além da estética: “Celebrar a mulher não é só no dia 7 de Abril, nem só no mês de Abril. É todos os dias.”
Com “Eu, Mulher”, Nefer espera reafirmar a sua proposta artística desejando acima de tudo que o público possa apreciar, reconhecer e valorizar a mulher
Natural de Maputo, Namuquita (2002) é formada em Arquitectura e Urbanismo pelo Instituto Superior de Ciências e Tecnologia de Maputo (ISCTEM) e iniciou o seu percurso formal nas artes plásticas em 2024. A artista assume a criação como espaço de expressão e posicionamento, trabalhando sobretudo com acrílico em diferentes superfícies, além de integrar materiais como tecidos, areia e plástico reciclado, que conferem textura e identidade às suas obras.
Sobre o seu percurso, Nefer testifica: “sempre gostei de pintar, desde pequena. Então, é como se eu estivesse a realizar um sonho de infância (…) acabei indo para a arquitectura, que, no momento, era a possibilidade que estava ali. Mas nunca fugi da pintura”.
A exposição “Eu, Mulher” nasce do desejo da artista em expressar e partilhar as suas experiências como “uma carta aberta, um convite para que as pessoas comecem a olhar para as mulheres na sua pluralidade”. As obras são um reflexo do quotidiano feminino, uma mistura de alegria, desafios e imposições sociais. Em várias obras as figuras surgem sem rosto, numa tentativa de universalizar essas experiências.
Entre as peças apresentadas, com uma paleta variando predominantemente entre o verde, o azul e o castanho, cores que evocam o campo, o mar e a terra, podemos encontrar obras como “Múltipla”, que invoca o simbolismo da capacidade das mulheres de assumirem várias responsabilidades em simultâneo; ou em “Vénus Maconde”, onde a artista revisita o imaginário clássico ocidental e questiona padrões de beleza. “É como se a mulher estivesse a renascer dona de si mesma”, refere, pois para si a intenção é de valorizar uma estética natural e culturalmente situada.
A obra “Avó Maria” convida-nos à primeira vista, à ideia de que a mulher deve ser celebrada em todas as fases da vida, conforme afirmou a artista. A exposição com 24 obras, apresenta referências a várias regiões do país, e mulheres de quase todas as idades e estratos sociais, como forma de promover a unidade nacional.
Na sessão de abertura, o apresentador, Eduardo Quive, falou do potencial da artista e o simbolismo presente nas suas obras, apontando que “há um caminho por onde ela vai, e estamos todos curiosos para saber qual será esse caminho”, E que a força do trabalho de Nefer reside na capacidade de envolver o público “O espectador fica tentado a entrar dentro da obra. Essa é a grande conquista.”
A mostra surge na sequência da exposição “Nós Somos a Arte” (2025), apresentada na Galeria 258, e consolida a presença da artista no panorama cultural moçambicano. Para Nefer, o objectivo da presente exposição vai além da estética: “Celebrar a mulher não é só no dia 7 de Abril, nem só no mês de Abril. É todos os dias.”
Com “Eu, Mulher”, Nefer espera reafirmar a sua proposta artística desejando acima de tudo que o público possa apreciar, reconhecer e valorizar a mulher
Galeria